O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a participação de Renan Santos, do partido Missão, no debate presidencial da TV Globo, programado para esta noite. A decisão foi proferida poucas horas antes do início do encontro.
Inicialmente, a emissora havia convidado Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). A presença de Zema foi assegurada após uma decisão do ministro Nunes Marques. Contudo, Lula e Flávio Bolsonaro optaram por não participar do debate.
O pedido para a inclusão de Renan Santos foi feito pelo Solidariedade ao STF, que argumentou que a Globo havia estabelecido critérios para a formação do debate. Segundo a legenda, em caso de desistência de algum candidato, a emissora poderia convocar outro com base na pesquisa de intenção de voto da Quaest, divulgada em 28 de setembro.
Conforme a pesquisa mencionada, Renan Santos tinha 3% das intenções de voto e era o candidato mais bem posicionado entre aqueles que não haviam sido inicialmente convidados. A decisão de Gilmar Mendes veio após o caso ser analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Antes da determinação do STF, Nunes Marques havia negado o pedido do partido Missão para garantir a participação de Renan no debate. O ministro argumentou que a Globo não tinha a obrigação de convidar o candidato, uma vez que o partido não atendia ao critério de possuir pelo menos cinco parlamentares no Congresso. Além disso, ele avaliou que a participação anterior de Renan em entrevistas da emissora não gerava, por si só, a obrigação de incluí-lo no debate.
Renan Santos estava no Rio de Janeiro quando soube que Gilmar Mendes analisaria seu pedido. Em um vídeo nas redes sociais, o candidato fez um apelo à emissora: 'Globo, por favor, me coloque no debate'.
Fonte: Polemicaparaiba