O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, utilizou o caso do Banco Master para defender seu estado natal, o Rio de Janeiro, durante um julgamento sobre as eleições para o comando do Palácio Guanabara. Fux criticou as observações feitas por colegas sobre a degradação institucional do estado, considerando-as generalizadas.
As críticas vieram de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que discutiram o envolvimento de políticos fluminenses em escândalos. Fux argumentou que a percepção negativa sobre o Rio não é justa, uma vez que escândalos de corrupção não são exclusivos do estado.
Ele destacou que muitos dos críticos ingressaram no STF em períodos posteriores a julgamentos importantes, como o mensalão e a Lava Jato, e que a perplexidade em relação ao Rio seria menor se tivessem participado desses casos. Fux afirmou que existem políticos competentes no estado, e se estes forem responsabilizados, não estarão sozinhos, mas acompanhados de 'altas autoridades'.
Gilmar Mendes, por sua vez, mencionou informações sobre parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio que estariam envolvidos com o jogo do bicho, enquanto Flávio Dino listou ex-governadores do estado que enfrentam investigações ou já foram presos. Moraes também fez referência ao caso da vereadora Marielle Franco, que envolveu ex-deputados ligados a milícias.
Fux, ao final, reafirmou seu amor pelo Rio, citando a beleza do estado, mas reconhecendo a perplexidade do povo diante da situação institucional.