Na última sexta-feira, os Estados Unidos ampliaram os métodos de execução da pena de morte, permitindo o uso de pelotão de fuzilamento para presos federais. Essa decisão, conforme o Departamento de Justiça, é uma diretriz do governo Trump para acelerar a aplicação de penas de morte no país.
A pena de morte nos EUA é descentralizada, com diferentes estados adotando métodos variados. Atualmente, cinco estados permitem execuções por fuzilamento: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah.
De acordo com a organização Juntos Contra a Pena de Morte, a pena de morte é aplicada em 46 países, sendo que 23 utilizam o método do fuzilamento. Entre eles estão Afeganistão, China, Coreia do Norte e Vietnã.
A Anistia Internacional criticou a decisão do governo dos EUA, considerando-a uma ampliação desnecessária dos métodos de execução. O senador democrata Dick Durbin descreveu a mudança como "cruel, imoral e discriminatória".
Em 2024, pelo menos 1,5 mil pessoas foram executadas globalmente, com a maioria ocorrendo no Irã, Arábia Saudita e Iraque. A China, embora não divulgue números oficiais, é considerada responsável por um número ainda maior de execuções.
No Brasil, a pena de morte é proibida, exceto em caso de guerra declarada, conforme o artigo 5º da Constituição.
Historicamente, o pelotão de fuzilamento foi utilizado de forma esporádica nos EUA, principalmente em contextos militares, e apenas três execuções ocorreram por esse método desde a retomada da pena de morte em 1976.