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França enfrenta onda de calor com 40 mortes por afogamento

Desde 18 de junho, França registrou 40 mortes por afogamento em meio a uma intensa onda de calor, com temperaturas superando 40ºC em várias regiões.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A França está enfrentando uma grave onda de calor, que já resultou na morte de pelo menos 40 pessoas por afogamento desde o dia 18 de junho, conforme anunciado pelo primeiro-ministro do país, Sebastien Lecornu. O governante descreveu a situação como um "flagelo" e destacou que as temperaturas têm ultrapassado os 40ºC em diversas localidades, como Nantes, onde foi registrada uma temperatura de 42,8ºC antes das horas mais quentes do dia.

O serviço meteorológico Meteo France emitiu um alerta vermelho, indicando que as altas temperaturas devem persistir pelo menos até o final da semana. Segundo a instituição, novas marcas recordes são esperadas, com algumas podendo superar os registros anteriores, independentemente da época do ano. A intensidade da onda de calor é considerada excepcional, chegando muito cedo no verão, embora sua duração ainda seja incerta.

A atual onda de calor tem sido comparada à de agosto de 2003, que causou cerca de 15 mil mortes, principalmente entre idosos em lares sem ar condicionado. Em resposta a essa tragédia, a França implementou um sistema de alerta para situações semelhantes.

Além disso, a noite de segunda para terça-feira foi a mais quente já registrada na história do país, com um indicador térmico nacional (ITN) de 21,6 °C, superando o recorde anterior de 21,4 °C, que datava de 25 de julho de 2019.

A Europa, como um todo, está aquecendo mais rapidamente do que qualquer outro continente, com temperaturas aumentando duas vezes mais rapidamente do que a média global desde a década de 1980, segundo o Serviço de Alterações Climáticas Copernicus da União Europeia. Nos últimos quatro anos, mais de 200 mil pessoas na Europa morreram devido a causas relacionadas ao calor, a maioria dessas mortes sendo evitáveis, conforme relatado pela Organização Mundial de Saúde.

Os cientistas alertam que as mudanças climáticas estão intensificando a frequência e a severidade das ondas de calor e secas, especialmente no sudeste da Europa, aumentando a vulnerabilidade da região a problemas de saúde e incêndios florestais.

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