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Flávio Bolsonaro solicita a Trump classificação de PCC e CV como terroristas

Durante encontro na Casa Branca, Flávio Bolsonaro pediu a Trump que classifique PCC e CV como organizações terroristas. O senador também discutiu segurança pública e liberdade de expressão.
Foto: G1

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou que solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A declaração ocorreu após uma coletiva de imprensa em Washington, onde o senador foi convidado para se reunir com Trump.

Flávio mencionou que abordou com Trump as diferenças entre um potencial governo dele e a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora Trump não tenha manifestado apoio à pré-candidatura do senador. O encontro também incluiu discussões sobre segurança pública, tarifas e terras raras.

Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras — afirmou Flávio. O senador acrescentou que Trump se comprometeu a analisar a solicitação.

Atualmente, o governo Lula se opõe à classificação das facções como grupos terroristas, temendo que isso possa abrir espaço para ações como uma intervenção militar no Brasil. Especialistas em segurança pública também apontam que a legislação brasileira já prevê penas severas para facções criminosas.

Flávio ainda prometeu a Trump que, se eleito, incluirá o Brasil no Escudo das Américas, uma coalizão focada no combate ao crime organizado e a interferências estrangeiras. Durante a reunião, Trump também fez perguntas sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, um gesto que Flávio considerou humano.

Flávio chegou aos Estados Unidos no dia anterior ao encontro, com a viagem organizada por Eduardo Bolsonaro. Membros da comitiva relataram que a reunião foi breve, com a entrega de documentos a assessores da Casa Branca e uma rápida foto com Trump antes da partida.

O encontro foi visto como uma tentativa de Flávio Bolsonaro de mudar o foco de uma agenda negativa que afetou sua campanha, especialmente após a divulgação de sua proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro. Recentes pesquisas indicaram uma queda nas intenções de voto para o senador.

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