O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, reiterou sua determinação em se candidatar à Presidência da República, apesar das controvérsias geradas por mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro. Em um discurso realizado em Sorocaba, São Paulo, ele afirmou que "não vai desistir de lutar pelo Brasil".
Achando que vão me intimidar, achando que vão me calar, eles se esqueceram de uma coisa: aqui tem sangue de Bolsonaro — declarou Flávio, enfatizando sua resiliência durante o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite ao Senado.
Recentemente, o The Intercept Brasil divulgou áudios e mensagens em que Flávio solicita recursos a Vorcaro para o filme 'Dark Horse', que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro. Essas informações foram obtidas a partir do celular do banqueiro, apreendido pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
A revelação provocou uma crise na pré-campanha de Flávio, impactando também o mercado financeiro. No dia da divulgação, o Ibovespa caiu 1,8% e o dólar ultrapassou R$ 5 pela primeira vez desde abril.
A Polícia Federal está investigando se os pagamentos solicitados por Flávio a Vorcaro foram destinados a cobrir despesas de seu irmão Eduardo nos Estados Unidos.
Uma pesquisa do Datafolha, divulgada no mesmo dia, mostra que Flávio e Lula estão empatados com 45% das intenções de voto em um possível segundo turno. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Durante seu discurso, Flávio também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mencionando a troca do delegado da Polícia Federal que liderava investigações sobre desvios no INSS e que havia solicitado a apuração de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Vocês acabaram de ver, eles aparelharam até a Polícia Federal. Trocaram o delegado que quebrou o sigilo do Lulinha, que recebia dinheiro do Careca do INSS para tentar manipular as investigações — afirmou.
Flávio também abordou a questão do endividamento no Brasil, atribuindo a alta taxa de juros a um "governo irresponsável". Ele destacou que as dívidas acumuladas pelos brasileiros somam R$ 500 bilhões, enquanto o governo oferece apenas R$ 4,5 bilhões para alívio da situação.