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Mulher de 65 anos supera escoliose grave e reaprende a andar

Após 12 anos de dores crônicas devido a uma escoliose severa, Dilma Baptista dos Santos, de 65 anos, passou por cirurgia e reabilitação, conseguindo voltar a andar com apoio.
Foto: Metropoles

Dilma Baptista dos Santos, de 65 anos, enfrentou por mais de uma década dores intensas causadas por uma escoliose severa, que resultou em uma curvatura de quase 80 graus em sua coluna. A dor constante a levou a utilizar medicamentos potentes, incluindo metadona, um opioide indicado para casos de dor extrema.

Antes de optar pela cirurgia, Dilma tentou diversos tratamentos, como fisioterapia, pilates e analgésicos, que inicialmente trouxeram alívio, reduzindo a dor de um nível oito para cerca de três. Contudo, com o tempo, a eficácia dos tratamentos diminuiu e a dosagem de metadona aumentou de 5 mg para 30 mg.

Em 2016, médicos alertaram que a escoliose estava comprimindo sua medula, tornando a cirurgia necessária, apesar dos riscos envolvidos. Durante o procedimento, Dilma sofreu uma intercorrência que resultou na perda dos movimentos da cintura para baixo, levando-a a usar cadeira de rodas e gerando incertezas sobre sua capacidade de voltar a andar.

A reabilitação começou com um tratamento intensivo na AACD, onde Dilma permaneceu internada por três meses. Com fisioterapia e acompanhamento especializado, ela conseguiu voltar a andar com o auxílio de uma bengala, levando cerca de seis anos para se sentir completamente reabilitada.

Atualmente, Dilma possui duas hastes e 21 pinos na coluna, e ainda enfrenta algumas limitações, como menor sensibilidade nos pés e sequela no joelho esquerdo. Apesar disso, ela não deixou que essas dificuldades a impedissem de retomar uma vida ativa. Nos últimos três anos, intensificou suas atividades físicas, praticando musculação, pilates, aulas de circo e participando de trilhas e eventos esportivos.

Recentemente, completou uma trilha de 15 km e, em abril, celebrou um ano de aulas de circo. Em julho, Dilma marcará uma década desde a cirurgia, refletindo sobre um processo de reabilitação que, embora longo, foi transformador. Ela se dedica a explorar novas atividades, com o objetivo de um dia conseguir correr.

Entendendo a escoliose

A escoliose é uma alteração na curvatura da coluna vertebral, que pode ser difícil de identificar em casos leves. O ortopedista Alexander Rossato, do Hospital Ortopédico AACD, explica que os primeiros sinais incluem assimetrias no tronco, como ombros desiguais e diferenças na cintura.

Embora a condição possa surgir em qualquer idade, é mais comum durante a adolescência. O diagnóstico é realizado por meio de avaliação física e radiografia da coluna, sendo crucial para o tratamento precoce.

Rossato destaca que, em curvas de até 20 graus, a fisioterapia é geralmente indicada. Para curvas entre 20 e 45 graus, pode-se associar o uso de colete, especialmente em pacientes em fase de crescimento. Cirurgias são recomendadas para curvas superiores a 45 graus, pois podem comprometer a respiração e causar dor e perda de mobilidade.

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