O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu sua participação no financiamento de um filme que retrata a vida de seu pai, Jair Bolsonaro, durante um discurso em Campinas, São Paulo. Ele questionou a plateia sobre a legitimidade do projeto, afirmando:
Um filho quer fazer um filme, em homenagem ao próprio pai. Ele merece ou não merece esse filme?
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O evento ocorreu no lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado. Flávio mencionou que buscou recursos privados para a produção, ressaltando que tudo foi feito dentro da legalidade.
Ele também comentou sobre a situação do banqueiro Daniel Vorcaro, que foi mencionado em conversas reveladas pelo site The Intercept Brasil, onde Flávio cobrava repasses para o filme. O senador criticou a percepção pública de que o certo se tornou errado e vice-versa, referindo-se ao clima político atual.
Flávio atacou o Intercept, acusando o site de veicular mentiras após ele anunciar medidas contra organizações criminosas. Ele afirmou:
Bastou eu falar pros marginais que eles têm até dezembro para sair do país ou serem neutralizados pelos nossos policiais
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O evento contou com a presença de aliados, incluindo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro (PL), que defendeu a candidatura de Flávio e criticou o PT, associando o escândalo do grupo Master ao partido.
Flávio também comentou sobre a cobrança de recursos para o filme "Dark Horse", que teve um investimento de R$ 61 milhões, superando orçamentos de filmes premiados no Oscar. Ele afirmou que não tinha obrigação de informar seus aliados sobre sua relação com Vorcaro.
Em um evento em Barretos, o presidente Lula (PT) ironizou Flávio, fazendo uma alusão ao ex-banqueiro e à falta de recursos no hospital, afirmando:
Aqui nesse hospital, aqui não tem dinheiro do Vorcaro
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