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Flávio Bolsonaro comete ato falho sobre convite à Casa Branca

Durante uma entrevista em Washington, Flávio Bolsonaro confundiu o presidente Lula com Donald Trump ao falar sobre convite para visitar a Casa Branca. Ele se corrigiu rapidamente, mas a situação gerou repercussão.
Foto: G1

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, cometeu um ato falho em uma entrevista a jornalistas em Washington. Ele atribuiu o convite para visitar a Casa Branca ao presidente Lula, mas rapidamente se corrigiu, afirmando que o convite partiu do presidente dos EUA, Donald Trump.

Flávio afirmou:

Mais uma vez, foi um convite oficial do presidente Lula, ele tava ali com dois assessores dele… do presidente Trump, desculpa, o presidente Trump estava com dois assessores dele.

Durante a entrevista, o senador criticou Lula em diversas ocasiões.

O senador disse ter solicitado a Trump a classificação de facções criminosas como organizações terroristas, uma proposta que o governo atual se opõe, temendo que isso possa abrir espaço para uma intervenção dos EUA no Brasil.

Flávio chegou aos Estados Unidos na segunda-feira e a viagem foi organizada por Eduardo Bolsonaro. Ele pretendia discutir com Trump a classificação de facções como organizações terroristas e a liberdade de expressão nas redes sociais no Brasil.

Em coletiva, Flávio reiterou seu pedido para que o PCC e o Comando Vermelho sejam considerados organizações terroristas. Trump, segundo Flávio, se comprometeu a analisar essa classificação.

Além disso, Flávio mencionou que Trump fez perguntas sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que ele considerou um “gesto humano”. O senador também recebeu uma moeda comemorativa do presidente americano.

Embora Flávio tenha afirmado que a comitiva ficou na Casa Branca por cerca de uma hora e meia, fontes indicaram que o encontro foi breve, com a entrega de documentos a assessores e uma rápida sessão de fotos no Salão Oval.

A visita à Casa Branca ocorre em um momento em que Flávio busca desviar a atenção de uma agenda negativa que impactou sua campanha, especialmente após a divulgação de sua proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Recentes pesquisas indicam uma queda nas intenções de voto para Flávio, que recuou de 35% para 31%, enquanto Lula subiu de 38% para 40%, ampliando a diferença entre os dois.

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