O jornalista e ativista Paulo Figueiredo, próximo a Eduardo Bolsonaro, afirmou que poderá utilizar força contra jornalistas que o abordarem em sua casa na Flórida. A declaração ocorreu após Eduardo acionar a polícia contra um repórter do Intercept Brasil.
Figueiredo mencionou que qualquer profissional da imprensa que "entrar em minha propriedade sem convite" será tratado de acordo com a "Castle Doctrine
, que permite o uso de força em caso de invasão. Ele afirmou:
Quaisquer veículos que entrarem em minha propriedade sem convite serão considerados trespassers".
A situação se intensificou após um jornalista investigar a casa de Eduardo Bolsonaro em Arlington, Texas. Segundo Heloísa Bolsonaro, esposa do ex-deputado, o repórter tocou a campainha e foi recebido pela filha do casal. Ela se recusou a responder às perguntas e fechou a porta.
Eduardo Bolsonaro, em um vídeo, relatou que o repórter foi à casa de vizinhos em busca de informações sobre a família. A polícia foi chamada, mas não encontrou o jornalista no local. Eduardo também enviou imagens do repórter às autoridades.
Além disso, Eduardo se viu envolvido em investigações sobre repasses financeiros relacionados ao Banco Master, levantando suspeitas sobre o uso de recursos por ele nos Estados Unidos, onde reside desde 2025. Ele registrou um boletim de ocorrência, alegando ter se sentido ameaçado.
O Intercept Brasil declarou que está acompanhando o caso, que envolve "ameaças, mentiras e exposição pública" em relação ao exercício da atividade jornalística, reafirmando seu compromisso com padrões éticos e profissionais.