Fernando Paredes Cunha Lima, médico condenado por estupro de vulnerável, retornou nesta sexta-feira (5) à Penitenciária Especial do Valentina, em João Pessoa. O retorno se deu após o término de sua prisão domiciliar, que foi autorizada pela Justiça em razão de problemas de saúde.
Cunha Lima estava em prisão domiciliar desde dezembro de 2022, cumprindo a medida com monitoramento por tornozeleira eletrônica. A decisão judicial que permitiu sua saída do presídio considerou laudos médicos que indicavam comorbidades, incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, insuficiência cardíaca, neurite periférica e tratamento contra câncer de próstata.
Seu retorno ao sistema prisional ocorre apenas três dias após a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba aumentar sua pena. Em julgamento realizado na terça-feira (2), os desembargadores acolheram parcialmente um recurso da acusação, elevando a condenação de 22 anos, 5 meses e 2 dias para 32 anos e 7 dias de prisão.
O colegiado manteve as condenações já reconhecidas em primeira instância e considerou haver provas suficientes para condenar o médico por mais um crime de estupro de vulnerável, envolvendo outra vítima. A defesa de Cunha Lima, que havia solicitado sua absolvição com base em alegações de nulidades processuais, teve seu recurso rejeitado e informou que pretende recorrer da nova decisão.
Fernando Cunha Lima foi preso em março de 2025, após permanecer foragido por cerca de quatro meses. Ele enfrenta diversas denúncias de abuso sexual contra crianças que eram suas pacientes, além de já ter sido alvo de diferentes processos relacionados a esses crimes.