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FCJA realiza mapeamento de sítios arqueológicos na Paraíba

O Núcleo de Estudos Arqueológicos da FCJA está em fase de mapeamento dos sítios arqueológicos da Paraíba, com previsão de conclusão em março de 2025.
Foto: Paraiba

Pesquisadores da Fundação Casa de José Américo (FCJA) estão atualmente envolvidos em um projeto que visa mapear todos os sítios arqueológicos existentes na Paraíba. A iniciativa, coordenada pela arqueóloga Adriana Carvalho, está em andamento e deve ser concluída até março de 2025.

O projeto, intitulado ‘Mapeamento do Patrimônio Arqueológico da Paraíba’, reúne uma equipe composta por arqueólogos, historiadores e especialistas em Geoprocessamento e Ciências Sociais. Criado em 2024, o núcleo tem como objetivo transformar a FCJA em um centro de pesquisas arqueológicas e também em um local de guarda do acervo encontrado em todo o estado.

Adriana Carvalho destaca que a equipe é formada por dois pesquisadores com mestrado e doutorado, além de dois bolsistas das áreas de Ciências Sociais e História. O mapeamento é financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), que apoia o desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica.

Uma das próximas etapas do projeto inclui a criação de um laboratório para o tratamento dos vestígios arqueológicos coletados em campo.

Trabalhar com processos culturais não é fácil, mas aos poucos vamos conseguindo realizar nossa pesquisa

, afirma Carvalho, ressaltando a colaboração com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba (Secties).

O núcleo de pesquisa faz parte do Projeto Preservação da Memória e Difusão Educativa, Cultural e Científica do Acervo da FCJA, coordenado pela professora Lúcia Guerra. Adriana Carvalho também enfatiza o potencial da Paraíba para descobertas arqueológicas significativas, relacionadas à sua ocupação em períodos coloniais e pré-coloniais.

Inaugurado em 10 de dezembro de 2024, o Núcleo de Estudos Arqueológicos está localizado no segundo andar do Anexo II da FCJA, em João Pessoa. A instituição preserva artefatos e documentos sobre arqueologia há cerca de 30 anos. O presidente da FCJA, Fernando Moura, destaca que a seleção de peças para exposição visa democratizar o acesso à história da Arqueologia paraibana, em conformidade com a Portaria 196/2016 do Iphan, que estabelece diretrizes para a conservação de bens arqueológicos.

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