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Família reclama de atraso em procedimento oncológico no Hospital de Trauma

Uma mulher de 53 anos, diagnosticada com câncer, enfrentou mais de 12 horas de jejum sem realizar o procedimento necessário no Hospital de Trauma de Campina Grande, segundo sua família.
Foto: reprodução

A família de uma paciente oncológica, de 53 anos, denunciou dificuldades para a realização de um procedimento essencial no Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande. A mulher, diagnosticada com uma lesão nodular na cabeça do pâncreas, teve o crescimento do nódulo causando obstrução das vias biliares.

De acordo com Lívia Soares, filha da paciente Jayles Alves de Lima, os médicos solicitaram um procedimento para drenagem e desobstrução das vias biliares, que poderia ser feito por drenagem percutânea ou CPRE. A paciente estava internada no Hospital do Bem, em Patos, quando o procedimento foi requisitado.

Após receber alta, a família foi orientada a levar Jayles ao Hospital de Trauma, utilizando um veículo disponibilizado pela Prefeitura. Ela chegou ao hospital já em jejum, mas, segundo Lívia, quando estava pronta para a cirurgia, foi informada de que o procedimento não seria realizado naquele momento.

Lívia relatou que a equipe médica informou que o procedimento só é realizado às quartas-feiras, que não havia material disponível e que o médico responsável não estava presente. A paciente ficou mais de 12 horas em jejum e teve que retornar para casa sem o atendimento.

A família planeja buscar nova autorização no Hospital do Bem para reavaliar a situação e remarcar o procedimento. Inicialmente, foram informados que o atendimento poderia ser feito em unidades de Sousa, Campina Grande ou João Pessoa, mas acabaram sendo encaminhados para o Hospital de Trauma.

Lívia criticou a falta de comunicação e organização no atendimento, ressaltando a urgência do caso devido ao diagnóstico de câncer da mãe. Ela descreveu a situação como um 'descaso' e enfatizou que a família não busca privilégios, mas sim o atendimento necessário.

A família também registrou a reclamação na ouvidoria do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, mas alegou que a queixa não foi formalizada. Lívia destacou que por trás do diagnóstico existe uma vida e uma família, e que sua mãe não pode ser tratada como um número em uma lista de espera.

O caso está sendo levado à Ouvidoria da PB Saúde para buscar esclarecimentos e providências sobre a realização do procedimento. A assessoria de comunicação do Hospital de Trauma foi contatada para esclarecer a situação, mas não havia retornado até o fechamento desta matéria.

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