Sangramento, vermelhidão e inchaço na gengiva são sinais que não devem ser desconsiderados. Inicialmente, uma inflamação superficial pode evoluir para uma condição mais grave, afetando os tecidos que sustentam os dentes. O cirurgião-dentista Augusto Henrique explicou a diferença entre gengivite e periodontite durante sua participação no Programa Diário Saúde.
A gengivite é uma inflamação que atinge a parte superficial da gengiva, próxima à coroa do dente. Quando tratada adequadamente, a gengivite pode regredir sem deixar danos permanentes. Portanto, é crucial buscar atendimento odontológico ao notar os primeiros sinais para interromper a inflamação e evitar a progressão do problema.
A periodontite, por sua vez, representa um estágio mais avançado da doença, onde a inflamação compromete estruturas mais profundas, como o ligamento periodontal e o osso ao redor do dente. Augusto Henrique alerta que a perda dessas estruturas pode resultar em sequelas mesmo após o tratamento, tornando o controle da gengivite desde o início fundamental para evitar a evolução da doença.
Além disso, quem já teve periodontite deve manter um acompanhamento mais rigoroso, mesmo após o tratamento. Isso se deve ao maior risco de recorrência da doença, o que pode exigir consultas mais frequentes, variando de seis meses a períodos menores, conforme a avaliação do dentista.
Sinais como sangramento durante a escovação ou ao usar fio dental não devem ser considerados normais. Alterações como gengiva avermelhada, inchada ou sensível também são indicativos de inflamação e devem ser avaliadas. A recomendação é procurar o dentista antes que a dor apareça, pois a identificação precoce das alterações aumenta as chances de evitar a progressão do problema e preservar os tecidos que sustentam os dentes.
Fonte: Diariodosertao