A Justiça da África do Sul concedeu, nesta quarta-feira (24), à família do ex-presidente da Zâmbia, Edgar Lungu, o direito de enterrar seu corpo no país, um ano após seu falecimento. Lungu, que morreu em junho do ano passado, estava internado em uma clínica em Pretória.
O governo zambiano havia solicitado a repatriação do corpo e um enterro estatal, com a intenção de que Lungu fosse sepultado ao lado de seus antecessores no cemitério presidencial em Lusaca. No entanto, a família do ex-presidente manifestou que essa não era a vontade dele, que havia expressado o desejo de que o atual presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, não estivesse presente em seu velório.
A decisão da Corte Suprema de Apelação ressaltou que os direitos constitucionais à dignidade, privacidade e autonomia familiar devem prevalecer sobre os interesses do Estado. Assim, a família garantiu o direito de decidir sobre o local e a forma do funeral de Lungu.
Edgar Lungu, que tinha 68 anos quando faleceu, foi presidente da Zâmbia de 2015 a 2021. A causa de sua morte não foi divulgada.