Recentemente, os Estados Unidos deram início a um exercício militar no sul da Flórida, nas proximidades de Cuba, em um contexto de crescente tensão com o governo cubano. As atividades estão sendo realizadas em Key West, a aproximadamente 150 km do território cubano, e fazem parte da operação denominada FLEX2026.
Conforme informações da Marinha dos EUA, os treinamentos começaram na última sexta-feira e se estenderão até esta quinta-feira. A operação envolve a utilização de sistemas autônomos, semi-autônomos e equipamentos não tripulados, além de forças navais tradicionais. O objetivo declarado é testar e acelerar a implementação dessas tecnologias em cenários reais, especialmente em operações marítimas.
Entre as metas do exercício estão a melhoria da vigilância na região e o combate a crimes, como o tráfico de drogas no Caribe. Desde o início do ano, especialmente após a queda de Nicolás Maduro na Venezuela, a retórica e a pressão comercial dos EUA contra Cuba aumentaram consideravelmente.
O presidente Donald Trump, em março, chegou a afirmar que teria a 'grande honra' de tomar Cuba assim que a situação com o Irã se resolvesse. Em resposta, Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, declarou que o país está preparado para enfrentar uma possível ação militar dos Estados Unidos, enfatizando que 'o momento é extremamente desafiador' e que é necessário estar pronto para enfrentar 'sérias ameaças'.
Nos últimos meses, a presença militar dos EUA ao redor de Cuba já havia aumentado, com a realização de voos de drones de alta altitude, como o MQ-4C Triton, que são utilizados para missões de longa duração e monitoramento. Também foram observadas aeronaves de inteligência e vigilância, como o RC-135 e o P-8 Poseidon, além de equipamentos de controle aéreo e helicópteros militares, que permitem o acompanhamento em tempo real das movimentações aéreas e marítimas.