O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, depôs no Congresso, revelando que o custo dos bombardeios no Irã já alcançou US$ 25 bilhões. Este valor representa cerca de 2,7% do orçamento total do departamento, que foi autorizado em US$ 901 bilhões para 2026.
Em comparação, os EUA gastaram US$ 188 bilhões com ajuda à Ucrânia até dezembro de 2025, além de US$ 3,12 trilhões na Guerra do Iraque e US$ 2,8 trilhões na Guerra do Afeganistão, considerando a correção pela inflação.
Durante a audiência, Hegseth defendeu o orçamento de 2027, que está previsto em US$ 1,5 trilhão, um aumento de 40% em relação ao ano atual. Apesar do foco no orçamento, a guerra no Irã dominou as discussões, completando 60 dias.
O secretário não especificou quanto tempo o conflito deve durar, mas reiterou que os EUA são os vencedores. Ele também lembrou que o presidente Donald Trump havia previsto uma duração de quatro a cinco semanas para a guerra.
A partir de quinta-feira, o governo americano enfrentará um novo desafio, já que a Constituição exige que, após 60 dias, o presidente comece a retirar as tropas ou busque autorização do Congresso para continuar o conflito.
Hegseth deixou várias questões em aberto, como o custo para os cidadãos americanos e quanto o departamento está disposto a gastar. Ele questionou os parlamentares sobre quanto estariam dispostos a pagar para evitar que o Irã desenvolvesse armas nucleares.
O secretário foi indagado sobre se aconselhou Trump a iniciar os ataques, mas não respondeu. Ele também evitou comentar sobre um ataque em uma escola de meninas no Irã, que resultou em pelo menos 150 vítimas, embora investigações preliminares do Pentágono indiquem que a explosão foi causada pelos EUA.
O deputado democrata Adam Smith levantou a questão, afirmando que não há dúvida de que houve um erro e que a falta de discussão sobre o assunto dá a impressão de desinteresse. Smith enfatizou a importância de se importar com as consequências da guerra.
Outro deputado, John Garamendi, criticou a falta de explicações sobre os motivos da guerra, acusando o governo de mudar constantemente as justificativas e de mentir para o povo americano. O democrata Salud Carbajal fez uma crítica irônica, comparando Hegseth a um personagem de um filme.
Hegseth, que é cristão e utiliza símbolos religiosos em seus discursos, comparou o resgate de um militar americano no Irã à ressurreição de Jesus Cristo, pedindo que os americanos rezassem pelas tropas durante o conflito.