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EUA se opõem a resolução da ONU sobre tráfico de escravizados

Na ONU, os EUA, Israel e Argentina votaram contra a resolução que classifica o tráfico de escravizados africanos como crime hediondo. A proposta visa reconhecer injustiças históricas e discutir reparações.
Foto: Jeenah Moon / Reuters

Durante uma sessão da Assembleia Geral da ONU, o vice-embaixador dos EUA, Dan Negrea, expressou a posição do governo Trump contra a resolução que reconhece o tráfico transatlântico de africanos como um dos crimes mais graves contra a humanidade. A proposta foi aprovada por 123 países, com apenas três votos contrários: Estados Unidos, Israel e Argentina.

Negrea argumentou que a resolução era ‘cínica’, afirmando que ela utilizaria injustiças históricas para justificar a realocação de recursos modernos a ‘pessoas e nações que têm pouca relação com as vítimas históricas’. Além disso, os EUA manifestaram preocupação com a possibilidade de a resolução criar uma hierarquia entre crimes contra a humanidade.

Israel compartilhou preocupações semelhantes, enquanto a Argentina não forneceu justificativas detalhadas para seu voto. A resolução foi proposta por Gana e busca aumentar o reconhecimento das consequências da escravidão transatlântica, além de abrir espaço para discussões sobre reparações.

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, destacou a necessidade de ações mais ousadas para enfrentar injustiças históricas. O texto aprovado incentiva os Estados-membros a considerarem pedidos de desculpas formais, devolução de artefatos históricos e compensações financeiras.

O professor Justin Hansford, da Universidade Howard, afirmou que a resolução representa um avanço significativo no reconhecimento da escravidão transatlântica como crime contra a humanidade. No entanto, o governo ganês enfrenta críticas por sua postura em relação a injustiças passadas enquanto promove leis anti-LGBT mais rigorosas em seu país.

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