Após um intervalo de dois meses nas operações na América do Sul, os Estados Unidos retomaram os bombardeios a embarcações supostamente envolvidas no tráfico de drogas, resultando na morte de duas pessoas no oceano Pacífico. O Comando Sul dos EUA anunciou o ataque, afirmando que foi realizado contra uma lancha que operava em rotas de narcotráfico estabelecidas no Pacífico Oriental.
O ataque, que ocorreu no domingo (23), foi descrito como um "ataque cinético letal" e foi acompanhado de um vídeo que mostra a lancha sendo atingida por um projétil. O general Francis Donovan, do Comando Sul, declarou que a operação demonstra a determinação dos EUA em impedir que narcoterroristas operem livremente no hemisfério ocidental.
A última ofensiva desse tipo havia ocorrido em 21 de junho, quando duas pessoas foram mortas e outras seis sobreviveram ao ataque. Embora a rota marítima não seja a principal via de tráfico para os EUA, a retórica em torno do combate ao narcotráfico tem ganhado força, especialmente em meio a uma crise de saúde pública relacionada ao fentanil.
Desde setembro, os ataques têm sido utilizados como uma forma de pressionar adversários políticos na região, como Nicolás Maduro. A frequência das operações diminuiu após a captura de Maduro, mas a retórica e as parcerias com países da América Latina, como Equador e Colômbia, continuam a ser uma prioridade para Washington.
Recentemente, a presidente do Peru, Keiko Fujimori, expressou interesse em se juntar a iniciativas de segurança com os EUA, enquanto o novo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, já se reuniu com autoridades americanas para discutir operações conjuntas. O Comando Sul também manifestou a intenção de expandir as ofensivas para operações em terra.
Fonte: Noticiasaominuto