As forças armadas dos Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra o Irã, com foco na derrubada de drones e na destruição de uma estação de controle em Bandar Abbas. A ação foi confirmada por autoridades americanas que preferiram não se identificar.
Os ataques ocorreram após o presidente Donald Trump afirmar que o Irã está procrastinando nas negociações. Os militares dos EUA derrubaram quatro drones iranianos que representavam uma ameaça na região do Estreito de Ormuz, um ponto estratégico para o tráfego marítimo.
Além da derrubada dos drones, os militares americanos atingiram uma estação de controle que se preparava para lançar um quinto drone. Trump expressou otimismo sobre a possibilidade de um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz e a redução da capacidade nuclear do Irã.
A tensão entre os países se intensifica em um momento em que as eleições legislativas nos EUA se aproximam, levantando preocupações sobre o aumento dos preços dos combustíveis e do custo de vida. Apesar disso, Trump negou que o calendário eleitoral influencie sua estratégia.
O presidente americano afirmou que o Irã deseja um acordo, mas até o momento não obteve sucesso nas negociações. Os novos ataques seguem operações defensivas realizadas anteriormente, com Washington adotando uma postura cautelosa devido ao cessar-fogo frágil.
Um dos principais obstáculos nas negociações é o estoque de urânio enriquecido do Irã. Os EUA exigem que Teerã entregue o material em troca do alívio das sanções econômicas. Atualmente, o Irã possui 440,9 quilos de urânio enriquecido a 60%, próximo do nível necessário para uso militar.
Outro ponto em discussão é a inclusão das operações de Israel contra o Hezbollah no cessar-fogo. O memorando em negociação prevê tréguas entre EUA, Irã e grupos aliados, mas garante o direito de Israel agir em legítima defesa.
Trump também sugeriu que países como Kuwait, Arábia Saudita, Catar e Paquistão se juntem aos Acordos de Abraão, que visam normalizar as relações diplomáticas com Israel. Essa proposta gerou reações mistas entre diplomatas do Golfo.
Após os ataques, o líder supremo do Irã ameaçou retirar a proteção às bases americanas no Golfo Pérsico, aumentando a tensão na região. O futuro do cessar-fogo entre os dois países permanece incerto diante das novas exigências de Trump.