Os Estados Unidos apresentaram uma proposta para suspender por 20 anos o programa de enriquecimento de urânio do Irã, como parte de uma tentativa de acordo para encerrar o conflito em curso. A informação foi divulgada pela imprensa norte-americana nesta segunda-feira.
Fontes próximas às negociações em Islamabad relataram que Washington pediu a Teerã um compromisso para interromper o enriquecimento de urânio por duas décadas. A proposta, segundo o The Wall Street Journal, incluiria um alívio das sanções econômicas como contrapartida.
Por outro lado, o The New York Times informou que o Irã sugeriu uma suspensão menor, de cinco anos, para suas atividades nucleares. As negociações, no entanto, terminaram sem acordo, com o vice-presidente JD Vance deixando as conversas sem avanços significativos.
As divergências centrais nas negociações envolvem o programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz. As propostas apresentadas são vistas como mais moderadas em comparação às exigências anteriores de Trump, que defendeu o abandono definitivo de qualquer ambição nuclear por parte do Irã.
Em 2018, Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear de 2015, que previa a redução das sanções em troca de limites rigorosos ao enriquecimento de urânio. Após o fracasso das negociações, JD Vance afirmou que os Estados Unidos apresentaram 'linhas vermelhas claras' para garantir que o Irã não desenvolva armas nucleares.
O Irã, por sua vez, reafirma que não aceitará restrições ao seu direito de enriquecer urânio, alegando que seu programa nuclear é de natureza civil. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, destacou que a questão central é a retirada de todo o urânio já enriquecido e garantias contra novos avanços no programa nuclear.
Enquanto isso, a Rússia manifestou disposição para receber o urânio enriquecido iraniano, como parte de um possível acordo entre Washington e Teerã.