Os Estados Unidos enviaram ao Irã uma proposta abrangente com 15 pontos, com o objetivo de pôr fim ao conflito atual. Entre as principais exigências estão a entrega de todo o combustível nuclear enriquecido e a garantia de que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação internacional.
A informação foi divulgada por veículos de comunicação, incluindo o New York Times e o canal israelense Channel 12. A proposta foi encaminhada ao governo iraniano através do Paquistão, que mantém relações diplomáticas com ambas as partes.
Fontes citadas pelo Channel 12 indicam que os negociadores americanos, incluindo o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, sugerem um cessar-fogo de um mês, durante o qual o Irã poderá avaliar os termos do plano.
Os primeiros itens do plano abordam diretamente o programa nuclear do Irã. As exigências incluem a renúncia ao desenvolvimento de armas nucleares, a entrega do urânio enriquecido em uma data acordada e o desmantelamento de instalações nucleares consideradas estratégicas.
Além disso, o documento solicita que o Irã cesse o apoio a grupos armados na região, como Hezbollah e Hamas, e imponha limites à quantidade e ao alcance de seus mísseis.
Em troca, o plano propõe o levantamento das sanções internacionais contra o Irã e apoio ao desenvolvimento de seu programa nuclear para fins civis. A Casa Branca e o Departamento de Estado ainda não confirmaram oficialmente os detalhes da proposta.
O plano não menciona uma mudança de regime no Irã, que tem sido alvo de ataques militares dos Estados Unidos e de Israel desde o final de fevereiro. Em resposta a esses ataques, o Irã fechou o Estreito de Ormuz e lançou ofensivas contra Israel e bases americanas na região.
Desde o início do conflito, as estimativas de vítimas variam. Autoridades iranianas afirmam que mais de 1.300 pessoas morreram, enquanto a organização HRANA reporta mais de 3.200 mortos, incluindo civis e militares.
Em um contexto paralelo, a China tem pressionado por um diálogo imediato para a paz no conflito com o Irã. Durante uma ligação com o chanceler iraniano, Wang Yi defendeu negociações urgentes e criticou o uso da força, ressaltando a importância da soberania dos países e os riscos ao comércio global, especialmente no Estreito de Ormuz.