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EUA impõem novas sanções ao presidente de Cuba e à família Castro

Os Estados Unidos anunciaram sanções contra o presidente Miguel Díaz-Canel, sua esposa e membros da família Castro, visando aumentar a pressão sobre o governo cubano.
Foto: Metropoles

Na última quinta-feira, 4 de junho, os Estados Unidos divulgaram uma nova rodada de sanções direcionadas a altos integrantes do governo cubano. Entre os alvos estão o presidente Miguel Díaz-Canel, sua esposa Lis Cuesta Peraza, e membros da família Castro, incluindo Alejandro Castro Espín, filho do ex-presidente Raúl Castro, e seu filho, Raúl Alejandro Castro Calis.

As sanções também atingem Manuel Anido Cuesta, enteado de Díaz-Canel, além de cinco instituições ligadas ao Estado cubano, como o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (MINFAR) e o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP). Essas medidas fazem parte da estratégia do governo de Donald Trump, que busca aumentar a pressão sobre Havana e responsabilizar autoridades que, segundo Washington, sustentam a repressão interna e ações contrárias aos interesses de segurança nacional dos Estados Unidos.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o regime cubano tem mantido uma campanha política e ideológica contra os Estados Unidos e atua como uma plataforma para a disseminação de movimentos radicais de esquerda na América Latina. Segundo Rubio, as sanções visam indivíduos e instituições que sustentam financeiramente a estrutura de poder da revolução cubana.

Com a implementação dessas sanções, todos os bens e ativos dos indivíduos e entidades sancionados que estejam sob jurisdição dos Estados Unidos serão bloqueados. Além disso, cidadãos americanos estão proibidos de realizar transações financeiras ou comerciais com os alvos das sanções. Empresas, bancos e instituições estrangeiras que mantiverem relações com os sancionados também poderão enfrentar restrições adicionais.

Essas novas medidas ocorrem em um contexto de crescente pressão sobre o governo cubano, que já havia enfrentado sanções em julho do ano passado, em resposta à repressão aos protestos populares de 2021. Em maio, Washington havia sancionado 11 autoridades cubanas, incluindo militares de alta patente e o ministro das Comunicações.

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