Em um movimento para intensificar a pressão sobre o governo cubano, os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra o presidente Miguel Díaz-Canel nesta quinta-feira (4). As medidas, divulgadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA, também afetam sua esposa e vários integrantes da família Castro.
Entre os novos sancionados estão Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, e seu neto, Raúl Alejandro Castro, além de Manuel Anido Cuesta. As sanções incluem ainda quatro outras pessoas e cinco entidades, entre elas o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba.
Díaz-Canel, que ocupa a presidência desde 2018, sucedendo Raúl Castro, já havia sido alvo de sanções anteriormente, em julho de 2021, devido à repressão a protestos populares. A nova ação ocorre em um contexto em que o governo dos EUA, sob a administração de Donald Trump, expressou a intenção de ver Cuba como um "país bem administrado".
No mês passado, Washington impôs sanções a 11 autoridades cubanas, incluindo o ministro das Comunicações e líderes militares, além de responsabilizar Raúl Castro por um incidente de 1996, quando jatos cubanos derrubaram aviões de exilados.
Até o momento, o governo cubano não se manifestou sobre as novas sanções.