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EUA e Irã devem formalizar acordo de cessar-fogo neste domingo

Os governos dos EUA e Irã estão prestes a assinar um acordo de cessar-fogo no Oriente Médio, mediado pelo Paquistão, após intensos conflitos desde fevereiro.
Foto: Metropoles

Neste domingo, 14 de junho, os Estados Unidos e o Irã devem assinar um acordo de cessar-fogo no Oriente Médio. A informação foi confirmada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, na tarde de sábado, 13 de junho. O tratado está sendo mediado pelo Paquistão, que também expressou otimismo em relação à assinatura do acordo ainda neste final de semana.

O conflito entre os dois países teve início em 28 de fevereiro, quando forças militares americanas realizaram um ataque coordenado com Israel, resultando na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Esse evento intensificou as hostilidades na região, levando o Irã a fechar o Estreito de Ormuz, uma importante rota marítima que transporta cerca de 20% do petróleo mundial. Essa ação provocou um aumento nos preços do petróleo e do gás, afetando o comércio global.

Desde então, EUA e Irã têm buscado um arranjo que ponha fim às hostilidades. Em suas redes sociais, Trump detalhou que o acordo incluirá a reabertura do Estreito de Ormuz.

Embora os detalhes do acordo ainda não sejam totalmente públicos, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, revelou que o pacto será dividido em duas partes. A primeira fase consiste na assinatura de um memorando de entendimento, que formaliza os termos para um documento final.

Na segunda fase, estão previstos: a reabertura do Estreito de Ormuz com um mecanismo de taxas controlado pelo Irã; um novo cessar-fogo de 60 dias para discussões sobre a fase seguinte do acordo; o fim da guerra no Líbano e a retirada de tropas israelenses; o desbloqueio de ativos iranianos congelados no exterior; e o término do bloqueio dos EUA contra os portos iranianos.

Enquanto Trump afirma que o acordo criará uma "muralha" para impedir que o Irã obtenha armas nucleares, autoridades iranianas indicam que as discussões sobre o programa nuclear só começarão após a implementação da primeira fase do pacto.

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