Na última segunda-feira (15), Estados Unidos e Irã assinaram eletronicamente um acordo que estabelece as condições para um pacto de paz definitivo entre as duas nações. O presidente americano Donald Trump e o vice-presidente J.D. Vance representaram os EUA, enquanto o presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Qalibaf, assinou pelo Irã.
A íntegra do documento será divulgada na próxima sexta-feira (19), data em que está agendada a cerimônia de assinatura presencial. Entre as principais disposições do acordo, destaca-se a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, o término do bloqueio marítimo imposto pelos EUA ao Irã, garantias de que o regime iraniano não desenvolverá armas nucleares e o desbloqueio de ativos financeiros iranianos.
No episódio do podcast O Assunto, a jornalista Natuza Nery entrevista o professor de Relações Internacionais Leonardo Trevisan, que analisa as perspectivas de sucesso do acordo e os impactos nas relações entre os países envolvidos.
O podcast O Assunto, que estreou em agosto de 2019, já acumulou mais de 168 milhões de downloads e 14,2 milhões de visualizações no YouTube.
Contexto e reações
A assinatura do acordo ocorre em um momento delicado nas relações internacionais, com o Irã chegando aos EUA sob forte esquema de segurança. O anúncio gerou reações diversas, incluindo a afirmação de Israel de que manterá 'zonas de segurança' no Líbano, além de movimentações nos mercados financeiros, com bolsas globais em alta e queda nos preços do petróleo.
A situação no Oriente Médio continua a ser complexa, e o professor Trevisan também menciona que a chamada 'equação Líbano' é mais difícil de resolver do que a questão iraniana.