As forças armadas dos Estados Unidos continuam a aplicar rigorosamente o bloqueio à passagem de navios com origem ou destino em portos iranianos. Desde o início dessa medida, em 13 de abril, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) desviou 139 embarcações e reteve nove delas.
Apesar da suspensão dos ataques planejados contra o Irã, anunciada pelo presidente Donald Trump, a tensão no Estreito de Ormuz permanece alta. Trump afirmou que as partes envolvidas aprovaram os “últimos pontos” de um acordo preliminar com Teerã, após conversas de alto nível.
O governo iraniano, por sua vez, informou que fará um anúncio oficial após a conclusão da avaliação das negociações mediadas pelo Paquistão. Essas conversas surgem após um cessar-fogo alcançado em 8 de abril, que foi seguido por recentes trocas de ataques.
A ofensiva militar contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro pelos EUA e Israel, foi justificada pela postura considerada inflexível de Teerã nas negociações sobre seu programa nuclear. O Irã, em resposta, fechou o Estreito de Ormuz, impactando a economia global e realizando ataques a alvos em Israel e em bases militares norte-americanas na região.
O Paquistão tem atuado como mediador no conflito, facilitando um cessar-fogo que foi prorrogado diversas vezes. As negociações buscam o fim das sanções internacionais ao Irã e a retirada das tropas dos EUA, em troca de compromissos iranianos relacionados ao desenvolvimento de armas nucleares e à navegação no Estreito de Ormuz.
Atualmente, o Estreito de Ormuz, que é uma rota crucial para o transporte de aproximadamente 20% do petróleo bruto mundial, continua sob bloqueio, com os EUA impedindo a passagem de navios que tenham origem ou destino em portos iranianos.