A musculação já é conhecida por fortalecer os músculos, melhorar o condicionamento físico e ajudar no controle do peso. Agora, uma pesquisa brasileira revelou que o treino de força também pode provocar mudanças importantes no fígado.O estudo brasileiro publicado em 26 de novembro de 2025, na revista científica Life Sciences, identificou mecanismos que ajudam a explicar como a atividade física melhora o funcionamento do órgão e reduz alterações provocadas pela obesidade. Os resultados foram obtidos por cientistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Leia também Vida & EstiloNutri indica os melhores pré-treinos para aquecer o corpo no inverno Claudia MeirelesPersonal indica treino capaz de “derreter” gordura e dar força aos 60+ SaúdeEntenda como o suco de beterraba pode aumentar a força nos treinos Vida & EstiloTreinos de força com creatina: dicas para iniciantes e avançados Embora a pesquisa tenha sido realizada apenas com camundongos, ela oferece pistas importantes sobre como o exercício pode proteger o fígado e abre caminho para futuros estudos em seres humanos.Como os pesquisadores chegaram à conclusãoPara entender o efeito da musculação, os cientistas induziram obesidade em camundongos por meio de uma dieta rica em gordura. Depois, parte dos animais foi submetido a um programa de treinamento de força durante oito semanas, enquanto outro grupo permaneceu sedentário.Ao final do experimento, os pesquisadores analisaram o fígado dos animais para verificar como o exercício havia afetado o funcionamento das células e de genes relacionados ao metabolismo.Os animais que praticaram do treino de musculação apresentaram melhora na resposta do fígado à insulina, hormônio responsável por controlar os níveis de glicose no sangue. Os pesquisadores também observaram que o treinamento favoreceu mecanismos ligados à produção de energia pelas células.9 imagensFechar modal.1 de 9Com o passar do tempo, o corpo entra em processo natural de envelhecimento e conseguir massa muscular pode ser um pouco mais complicado. No entanto, não é impossível. Quando combinado com bons hábitos alimentares e físicos, é possível conseguir massa magraOleg Breslavtsev/ Getty Images2 de 9Uma das principais dicas para conseguir massa muscular é ter equilíbrio energético, praticar musculação e se alimentar da forma corretaEXTREME-PHOTOGRAPHER/ Getty Images3 de 9Ter uma boa rotina de sono também é imprescindível, pois noites bem-dormidas favorecem o processo metabólico e promovem a recuperação do corpo após os exercícios físicosFlashpop/ Getty Images4 de 9Para obter bons resultados, outra dica é contratar o acompanhamento de um personal trainer, pois ter a supervisão de um profissional capacitado para auxiliar no que de fato você precisa, dentro das limitações de seu corpo, é o segredo para alcançar êxito Thomas Barwick/ Getty Images5 de 9As atividades físicas promovem um aumento da capacidade cardiorrespiratória e no bem-estar geral, diminuindo a fraqueza. Além disso, ajudam a evitar câncer e diabetes. Para quem tem mais de 50 anos e deseja conseguir massa muscular, o crossfit é uma ótima opção The Good Brigade/ Getty Images6 de 9Depois dos 40 anos, o corpo diminui a produção de hormônios, do tônus muscular e aumenta o acúmulo de gorduraJose Luis Pelaez Inc/ Getty Images7 de 9Apesar disso, uma rotina saudável é capaz de gerar um círculo virtuoso, no qual os níveis de hormônio melhoraram, o corpo ganha massa magra e o indivíduo fica mais dispostoHalfpoint Images/ Getty Images8 de 9O consumo de proteínas também ajuda no ganho de massa muscular. No entanto, para conseguir alcançar o seu objetivo é necessário realizar o ajuste desse alimento consumido ao longo do diaJupiterimages/ Getty Images9 de 9A ingestão de água também é extremamente importante para quem quer tonificar o corpo. Além de todos os benefícios que o líquido possui, as fibras musculares são compostas de 75% a 85% de águaGuido Mieth/ Getty ImagesOutro resultado importante do estudo envolveu o gene MTCH2, associado ao metabolismo e ao acúmulo de gordura no fígado. Nos animais obesos, a atividade do gene estava aumentada. Após o treinamento, essa alteração foi revertida por meio de um mecanismo chamado epigenético, que regula a atividade dos genes sem modificar o DNA.Segundo os autores, as descobertas ajudam a explicar, em nível molecular, por que o treinamento de força pode proteger o fígado contra danos relacionados à obesidade.Mesmo assim, os especialistas reforçam que os resultados foram obtidos em um modelo animal e ainda precisam ser confirmados em estudos clínicos com pessoas.O trabalho amplia o conhecimento sobre os efeitos da musculação no organismo e reforça que os benefícios do treino vão muito além do aumento da massa muscular.