Cientistas da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, descobriram uma bactéria intestinal que pode estar associada à perda de memória. A pesquisa, publicada na revista Nature, revela que o microrganismo Parabacteroides goldsteinii interfere na comunicação entre o intestino e o cérebro, afetando circuitos relacionados à memória e ao aprendizado.
O estudo, realizado com camundongos jovens, sugere que alterações na microbiota intestinal podem impactar diretamente o funcionamento cerebral. Os cientistas observaram que a Parabacteroides goldsteinii se torna mais abundante com o envelhecimento dos camundongos. Ao introduzir essa bactéria em camundongos jovens, os pesquisadores notaram déficits de memória semelhantes aos de ratos mais velhos.
Os resultados indicam que a presença da bactéria pode não apenas coincidir com o envelhecimento, mas também contribuir para o declínio cognitivo. Embora os experimentos tenham sido realizados apenas em camundongos, a descoberta reforça a linha de pesquisa sobre a influência da microbiota intestinal no cérebro. Os autores destacam que entender essa relação pode levar ao desenvolvimento de novas estratégias para lidar com a perda de memória relacionada à idade.
No entanto, os pesquisadores ressaltam a necessidade de estudos adicionais, inclusive em humanos, para confirmar se mecanismos semelhantes ocorrem nas pessoas.