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Estudantes africanos enfrentam barreira linguística no IFPB-Cajazeiras

O IFPB-Cajazeiras recebe estudantes da Nigéria, Guiné-Bissau e República Democrática do Congo, que enfrentam desafios linguísticos para acessar cursos superiores.

O Instituto Federal da Paraíba (IFPB) – Campus Cajazeiras tem se destacado por sua política de internacionalização, recebendo estudantes de diversas nações africanas. Através de parcerias com o Governo Federal, a instituição implementou o Programa Estudante-Convênio de Graduação (PEC-G) e o Programa Estudante-Convênio de Português como Língua Estrangeira (PEC-PLE), que visam facilitar o acesso ao ensino superior e promover a diversidade cultural na região.

Atualmente, o campus acolhe alunos da Nigéria, Guiné-Bissau e República Democrática do Congo. Enquanto alguns já estão matriculados diretamente em cursos de graduação, outros participam de um ano letivo de imersão em português, necessário para aqueles que não têm a língua como oficial em seus países de origem.

Em entrevista ao programa Olho Vivo, da TV e Rede Diário, a professora Daniele Moraes, coordenadora das ações de internacionalização, explicou que os alunos de países lusófonos podem ingressar diretamente na graduação, enquanto os demais precisam passar pelo curso de português e realizar um teste de proficiência.

Daniele destacou que 2026 é um ano significativo para o campus, que já recebia alunos desde 2025.

Este foi o primeiro ano que a gente abriu o curso de Língua Portuguesa para Estrangeiros. Então, a gente está ainda no processo de aprendizagem, estamos aprendendo com eles — afirmou.

A presença desses estudantes é vista como uma oportunidade de crescimento para a instituição, com o Ministério da Educação (MEC) valorizando iniciativas de internacionalização.

É um programa recíproco: nos ajuda e nós ajudamos esses nossos irmãos estrangeiros a buscarem educação superior de qualidade e gratuita no nosso país — completou a professora.

Os alunos selecionados para os programas são, em sua maioria, de alto desempenho acadêmico. André, da República do Congo, já está cursando Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) e compartilhou que deixou seu país em busca de oportunidades na área de tecnologia. Já as estudantes Rita, da Nigéria, e Nice Marina, da República do Congo, estão focadas no aprendizado do português para se matricularem em cursos como Ciências Contábeis.

Um desafio importante enfrentado pelos estudantes é a falta de bolsas de estudo oferecidas pelo Governo Federal através dos programas PEC-G e PEC-PLE. Isso significa que eles precisam arcar com seus custos de vida no Brasil, o que pode dificultar a permanência na instituição. A professora Moraes ressaltou que as instituições estão buscando formas de apoiar esses alunos para evitar a evasão escolar.

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