As arritmias cardíacas, que são alterações no ritmo dos batimentos do coração, têm se tornado cada vez mais comuns em todo o mundo. A fibrilação atrial, a forma mais prevalente de arritmia persistente, registrou um aumento de aproximadamente 75% entre 2010 e 2019, passando de 33,5 milhões para 59 milhões de casos, conforme dados da European Heart Rhythm Association.
Embora o envelhecimento da população contribua para esse crescimento, especialistas destacam que a genética não apresentou mudanças significativas nas últimas décadas. O que realmente mudou foi o estilo de vida da população. Fatores como obesidade, hipertensão, resistência à insulina, diabetes, sedentarismo, estresse e noites mal dormidas têm exercido uma influência considerável sobre a saúde do coração.
Pesquisas recentes sugerem que muitas arritmias devem ser entendidas não apenas como distúrbios elétricos, mas também como condições relacionadas ao metabolismo e à inflamação.