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Endividamento das famílias brasileiras recua, mas ainda atinge 81,6%

Em outubro, 81,6% das famílias brasileiras estavam endividadas, com leve queda em relação a setembro.
Endividamento das famílias brasileiras recua, mas ainda atinge 81,6%
Foto: ClickPB

Em outubro, 81,6% das famílias brasileiras enfrentavam endividamento ou possuíam dívidas a vencer, conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta-feira (5) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O índice apresentou uma queda de 0,1 ponto percentual em relação a setembro, mas permanece acima dos 79,5% registrados no mesmo mês de 2025.

A proporção de famílias que se consideram muito endividadas diminuiu de 17,3% em setembro para 16,8% em outubro, o menor nível desde abril, quando o indicador foi de 16,4%.

Entre as famílias com renda de três a cinco salários mínimos, a inadimplência caiu de 27,8% para 27,1%. Na faixa de cinco a dez salários mínimos, o percentual recuou de 20,2% para 19,7%.

Para aquelas com renda superior a dez salários mínimos, o indicador permaneceu estável em 15%.

Entre as famílias que recebem até três salários mínimos, 84,5% estavam endividadas em outubro. Na faixa de três a cinco salários mínimos, o percentual foi de 83,3%.

Entre as famílias com renda de cinco a dez salários mínimos, o endividamento subiu de 77,9% para 79,3%. Já entre aquelas que recebem mais de dez salários mínimos, caiu de 71,9% para 71,5%.

Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN), atribui as diferenças entre as faixas de renda a fatores como medidas governamentais de transferência de renda e recuperação do poder de compra.

Ele observa que as famílias que recebem entre 3 e 5 salários mínimos podem estar lidando melhor com esses efeitos, enquanto aquelas com renda de até 3 salários mínimos ainda sentem os impactos negativos, devido ao comprometimento do orçamento com despesas essenciais.

Domingos ressalta a importância de avaliar quanto realmente sobra no orçamento familiar após o pagamento das contas e destaca a preocupação com a falta de educação financeira nessa faixa de renda.

Fonte: ClickPB

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