Os Emirados Árabes Unidos confirmaram sua saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Opep+, com efeito a partir do mês que vem. A decisão foi divulgada em meio a um cenário de instabilidade no mercado de energia global, exacerbado por conflitos no Oriente Médio.
A Opep, que reúne 12 países, coordena políticas de produção e venda de petróleo, enquanto a Opep+ inclui nações parceiras, sendo a Rússia a mais influente entre elas. O ministério de Energia dos Emirados destacou que a saída está alinhada com a visão estratégica de longo prazo do país e visa acelerar investimentos na produção interna de energia.
O comunicado também menciona a instabilidade do mercado, citando a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio de petróleo, responsável por 20% do total global.
A decisão dos Emirados foi resultado de uma análise detalhada da política de produção e da capacidade futura do país, levando em conta o interesse nacional e a necessidade de atender à demanda do mercado, especialmente em um contexto de tensões geopolíticas.