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Emirados Árabes Unidos deixam OPEP e OPEP+ em movimento impactante

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram sua saída da OPEP e OPEP+, desestabilizando o grupo de produtores de petróleo e impactando a economia global em meio a tensões com o Irã.
Foto: 1 de 1 Navio petroleiro — Foto: REUTERS / Tatiana Meel

Os Emirados Árabes Unidos informaram nesta terça-feira que se retiraram da OPEP e da OPEP+, um movimento que representa um golpe significativo para os grupos exportadores de petróleo, especialmente para a Arábia Saudita, em um contexto de crise energética provocada pela guerra com o Irã.

A saída dos Emirados, que são membros de longa data da OPEP, pode gerar desordem e enfraquecer a organização, que tradicionalmente busca manter uma frente unida, apesar de divergências internas sobre questões geopolíticas e cotas de produção.

Os produtores do Golfo já enfrentavam desafios para exportar através do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo e gás natural, devido a ameaças e ataques iranianos contra embarcações.

A decisão dos Emirados é vista como uma vitória para o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que criticou a OPEP por supostamente inflacionar os preços do petróleo e vinculou o apoio militar dos EUA aos preços do petróleo, afirmando que os membros da OPEP 'exploram' os Estados Unidos.

A saída ocorreu após críticas dos Emirados a outros estados árabes por não protegerem adequadamente o país contra ataques iranianos. Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados, expressou descontentamento com a resposta árabe e do Golfo aos ataques, destacando a fraqueza histórica da posição política e militar da região.

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