Os Emirados Árabes Unidos decidiram se retirar da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) após quase seis décadas de participação. A decisão, que entra em vigor em 1º de maio, foi resultado de "várias discussões" e "reflexões" sobre o atual cenário internacional do petróleo.
A saída ocorre em um momento crítico, marcado pela volatilidade dos preços do petróleo e por rearranjos geopolíticos, especialmente em meio à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que se arrasta há quase dois meses.
Em Washington, a decisão é interpretada como uma vitória para o presidente Donald Trump, que frequentemente critica a atuação da Opep.
O analista internacional Tanguy Baghdadi, convidado do podcast O Assunto, discute os impactos dessa mudança no mercado de petróleo e na geopolítica relacionada ao conflito.
A saída dos Emirados Árabes pode enfraquecer a Opep e reduzir seu controle sobre os preços do petróleo, o que levanta preocupações sobre as implicações para o setor e para os consumidores.