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Eleições no Peru: Roberto Sánchez lidera disputa acirrada

O Peru realiza uma eleição acirrada para a escolha do novo presidente. Com 95% das urnas apuradas, Roberto Sánchez tem 50,081% dos votos, enquanto Keiko Fujimori soma 49,919%.
Foto: Metropoles

O Peru está passando por mais uma eleição acirrada para a escolha de seu novo presidente. Com pouco mais de 95% das urnas apuradas, Roberto Sánchez lidera a disputa no segundo turno com 50,081% dos votos, enquanto Keiko Fujimori contabiliza 49,919%.

As eleições deste ano são significativas, pois elegem o nono presidente do país em uma década. Roberto Sánchez, do partido Juntos Por el Perú, e Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, se enfrentam em um pleito que também marca a retomada do sistema bicameral no Peru, com a criação de uma Câmara e um Senado, algo que não ocorria desde 1992.

Até o momento, 95,584% das atas eleitorais foram contabilizadas pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no Brasil. Sánchez, que é psicólogo e atual parlamentar, já recebeu 8.897.961 votos, enquanto Fujimori soma 8.869.143, com uma diferença de pouco mais de 28 mil votos.

O segundo turno ocorre após um primeiro turno também acirrado, realizado em abril, que contou com a participação de 35 candidatos. Na primeira rodada, Fujimori teve uma ligeira vantagem com 17,92% dos votos válidos, enquanto Sánchez ficou com 12,03%. Juntos, os dois candidatos não alcançaram 30% do eleitorado.

Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, já tentou a presidência em outras três ocasiões, mas não obteve sucesso. Durante a campanha, ela se posicionou como a candidata que pode restaurar a ordem e a segurança no país, com propostas voltadas para o setor empresarial.

O resultado final da eleição deve ser anunciado em meados de julho, conforme informações do Conselho Nacional Eleitoral (JNE). Após a apuração completa, o país passará por um novo mecanismo de recontagem dos votos em seções eleitorais que apresentaram irregularidades.

A instabilidade política no Peru é notável, com nove presidentes em dez anos. Entre 2016 e 2026, dois ex-presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo Congresso. O atual presidente, José María Balcázar, ocupa um mandato temporário.

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