Search

El Chapo solicita revisão de condenação e extraditação ao México

Joaquín 'El Chapo' Guzmán enviou uma nova carta à Justiça dos EUA pedindo a revisão de sua condenação e a possibilidade de ser extraditado para o México.
Foto: Abin alto consumo de drogas cartéis mexicanos

O narcotraficante Joaquín 'El Chapo' Guzmán, atualmente cumprindo pena em uma penitenciária de segurança máxima no Colorado, enviou uma carta manuscrita à Justiça dos Estados Unidos. No documento, ele solicita a revisão de sua condenação à prisão perpétua e a possibilidade de ser extraditado para o México ou de passar por um novo julgamento.

A petição foi apresentada ao juiz Brian Cogan, que presidiu o processo criminal que resultou na condenação de El Chapo em 2019, no tribunal federal do Brooklyn. A carta foi protocolada sob a figura jurídica 'Pro Se', onde o réu atua sem a assistência de advogados.

Guzmán expressou em sua carta: 'Meu nome é Joaquín El Chapo Guzmán, que luta contra a prescrição do crime e pela minha libertação sob extradição para o meu país'. Ele argumenta que seus processos judiciais foram conduzidos de maneira irregular e afirma ter 'provas difíceis' que não foram consideradas durante o julgamento.

O narcotraficante deseja retornar ao México para enfrentar acusações pendentes e acredita que uma análise de recursos poderia possibilitar um novo julgamento. Esta é a décima primeira carta enviada por Guzmán às autoridades dos EUA, e pedidos anteriores foram rejeitados pelo juiz Cogan, que alegou falta de mérito jurídico.

Além de suas cartas à Justiça, El Chapo tentou contatar outras autoridades dos EUA, incluindo membros do Departamento de Estado, mas não obteve respostas favoráveis. Considerado um dos traficantes mais influentes da história recente, ele liderou o Cartel de Sinaloa, responsável pelo tráfico de grandes quantidades de drogas para os Estados Unidos.

A trajetória de Guzmán inclui duas fugas notórias no México, uma em 2001, quando escapou de uma prisão escondido em um carrinho de lavanderia, e outra em 2015, por meio de um túnel de aproximadamente 1,5 quilômetro. Recapturado em 2016, ele foi extraditado para os Estados Unidos e condenado em 2019 por diversos crimes, incluindo tráfico internacional de drogas e organização criminosa.

Em 2022, a Justiça americana confirmou a condenação imposta pelo júri do Brooklyn.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE