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Eduardo Bolsonaro sugere negociação do Pix com Zelle dos EUA

O deputado Eduardo Bolsonaro propôs que o Brasil considere o sistema de transferências Zelle, dos EUA, como alternativa ao Pix, em meio a tensões comerciais entre os países.
Foto: Deputado Eduardo Bolsonaro PL-SP é entrevistado no estúdio Metrópoles

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu, nesta quarta-feira (3/6), que o Brasil poderia explorar a possibilidade de negociar o sistema de pagamentos Pix com os Estados Unidos, considerando até mesmo a adoção do Zelle, uma plataforma de transferências digitais norte-americana.

A declaração ocorre em um contexto de crise nas relações comerciais entre Brasil e EUA, após o governo americano indicar a intenção de aplicar uma taxação de 25% sobre o Brasil, citando o Pix como uma forma de "concorrência desleal" no setor de pagamentos.

O Zelle, criado em 2016, é uma rede de transferências digitais utilizada principalmente por clientes de bancos nos Estados Unidos. Diferentemente do Pix, que é um serviço público operado pelo Banco Central, o Zelle é gerido pela empresa Early Warning Services, controlada por grandes instituições financeiras americanas, como Bank of America, JPMorgan Chase e Wells Fargo.

Esse sistema permite que os usuários enviem dinheiro diretamente de uma conta bancária para outra em poucos minutos, funcionando dentro dos aplicativos dos próprios bancos. No entanto, ao contrário do Pix, que é uma infraestrutura pública centralizada, o Zelle é um serviço privado, o que limita sua utilização a clientes de bancos participantes nos EUA.

Embora ambos os sistemas possibilitem transferências instantâneas, existem diferenças significativas entre eles. O Pix, lançado em 2020, rapidamente se tornou o principal meio de pagamento no Brasil, disponível 24 horas por dia, inclusive em fins de semana e feriados. Já o Zelle é restrito ao sistema financeiro americano, exigindo que os usuários tenham conta em um banco que faça parte da rede.

A comparação entre o Pix e o Zelle frequentemente surge em discussões sobre tecnologia financeira e soberania monetária, destacando como cada um foi desenvolvido com modelos distintos: um é público e acessível a todos, enquanto o outro é privado e vinculado ao sistema bancário tradicional.

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