O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (2/6) para agradecer a recepção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante sua visita ao Salão Oval na semana passada. Em sua publicação, ele negou que o governo norte-americano tenha imposto novas tarifas ao Brasil devido à influência da família Bolsonaro.
Eduardo Bolsonaro, que atualmente reside nos Estados Unidos, descreveu como "fake news irresponsável
a ideia de que a relação entre os Bolsonaro e a Casa Branca teria levado à adoção de medidas econômicas desfavoráveis ao Brasil. Ele afirmou que a conversa com Trump foi extensa e que não havia intenção do presidente americano de
punir o povo brasileiro" em razão do que chamou de "crimes do regime de exceção no Brasil".
Na mesma publicação, Eduardo destacou que a atuação de seu grupo político visa combater "facções terroristas e tiranos
, e não empresas ou cidadãos brasileiros.
Nossa família agradece a recepção fantástica do presidente Trump. A narrativa falsa de que o governo americano aplicou novas tarifas não passa da tentativa de desmerecer esse excelente relacionamento que possuímos com a atual administração", escreveu.
A declaração de Eduardo ocorre em um contexto de crescente tensão nas relações diplomáticas. Na noite de segunda-feira (1º/6), o governo dos Estados Unidos anunciou uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, alegando práticas prejudiciais ao comércio norte-americano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu essa decisão à atuação da família Bolsonaro junto à Casa Branca, mencionando diretamente a visita de Flávio Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro, senador e irmão de Eduardo, também se reuniu com Trump na Casa Branca no dia 26 de maio. Durante essa visita, ele solicitou que as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) fossem reconhecidas como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Um dia após a visita, o Departamento de Estado dos EUA anunciou que essas facções seriam oficialmente incluídas na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) a partir de 5 de junho.
Além disso, Flávio relatou ter discutido com autoridades americanas temas como tarifas comerciais e cooperação em segurança pública. Em encontros paralelos em Washington, ele se reuniu com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com o vice-presidente J. D. Vance, que abordou questões relacionadas à liberdade de expressão no Brasil.