O vereador Éder da Jampa (PL) comentou o recente embate com Guga Pet (PP) durante uma sessão da Câmara Municipal de João Pessoa. Em entrevista, ele descreveu a postura de Guga como um sinal de 'desespero', especialmente ao associar a vaquejada a maus-tratos animais.
Éder acredita que o discurso de Guga foi impulsionado pelo medo de perder espaço na pauta da causa animal, que ambos defendem. 'Se ele estiver com esse medo, é um medo infantil. A causa animal é de todos nós', afirmou, ressaltando que seu trabalho não deveria incomodar ninguém.
O vereador também defendeu que a vaquejada não deve ser vista como uma oposição à proteção animal. 'Quando ele atinge a vaquejada, não atinge apenas Éder da Jampa. Atinge milhares de pessoas que vivem desse esporte', declarou.
Com formação em medicina veterinária, Éder destacou sua atuação em resgates de animais abandonados e reafirmou que sua agenda política inclui a proteção animal. 'Essa causa não tem dono', enfatizou.
Ele também defendeu a legalidade da vaquejada, lembrando que o Supremo Tribunal Federal já a reconheceu como manifestação cultural. 'É uma atividade que gera emprego e movimenta a economia de muitas famílias', afirmou.
Éder da Jampa respondeu a críticas de Guga, que insinuou que ele não permaneceria na Câmara por muito tempo. 'Vou aproveitar cada dia do mandato para trabalhar e representar os 2.540 votos que recebi', declarou.
O debate se intensificou após Guga Pet reiterar sua oposição à vaquejada, citando preocupações com maus-tratos. O clima tenso na sessão levou o presidente em exercício a intervir para pedir respeito entre os vereadores.
Esse episódio ilustra o crescente embate político na Câmara de João Pessoa entre defensores da causa animal e apoiadores da vaquejada, um tema que frequentemente gera discussões acaloradas na política paraibana.