A fibromialgia é uma condição crônica que, até o momento, não possui cura definitiva. Dr. Palmerindo Mendonça, em sua participação no Programa Diário Saúde, enfatizou que isso não implica que os pacientes devam conviver com dores intensas. O foco do tratamento é a redução dos sintomas e a melhoria da capacidade funcional.
Os sintomas da fibromialgia incluem dor generalizada, cansaço constante, distúrbios do sono e dificuldades de concentração. O diagnóstico não se baseia apenas na presença da dor, sendo necessária uma avaliação médica detalhada para excluir outras condições.
Dr. Palmerindo explicou que a fibromialgia não deve ser vista apenas como uma doença muscular ou psicológica, mas sim como uma condição que afeta a forma como o sistema nervoso processa os estímulos dolorosos, resultando em uma resposta aumentada à dor.
Sentir dor em várias partes do corpo por meses não é suficiente para confirmar a fibromialgia. É essencial investigar outras possíveis causas para os sintomas, como fadiga e alterações no sono.
Além da dor, muitos pacientes relatam cansaço extremo, sono não reparador e dificuldades de concentração, frequentemente referidas como 'fibro fog' ou 'névoa mental'.
A fibromialgia também pode estar ligada à ansiedade e depressão, embora isso não signifique que a condição tenha uma origem exclusivamente emocional. Esses fatores podem coexistir e afetar a percepção da dor e a qualidade de vida do paciente.
Embora não haja cura, o tratamento pode incluir a prática de atividades físicas, que, quando realizadas de forma gradual e adaptada, podem ajudar na redução dos sintomas. Uma alimentação equilibrada também é recomendada, mas mudanças dietéticas devem ser feitas com orientação profissional.
Dr. Palmerindo também abordou o uso de tecnologias no controle da dor, que visam interferir nos mecanismos de processamento da dor pelo sistema nervoso, podendo ser consideradas em casos específicos.
Fonte: Diariodosertao