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Diversidade genética do Sars-CoV-2 no esgoto pode prever internações por Covid

Estudo revela que a análise da diversidade genética do coronavírus em esgotos é um preditor mais eficaz para novas internações por Covid do que a carga viral. A pesquisa sugere um sistema de alerta precoce para a tran...
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A análise do Sars-CoV-2 presente na rede de esgoto pode ser utilizada para monitorar transmissões comunitárias de Covid. Tradicionalmente, o foco está na quantidade de material genético viral, que pode indicar múltiplas infecções ou uma única pessoa com alta carga viral.

Uma nova pesquisa demonstrou que a diversidade genética do Sars-CoV-2 nas redes de esgoto é um preditor mais eficaz para a incidência de casos na população do que a carga viral. O estudo revelou uma forte correlação entre a presença de variantes do vírus nas amostras e o aumento de novos casos e hospitalizações registrados de uma a duas semanas depois.

O estudo, publicado na revista Science, foi conduzido por Dustin Hill e outros pesquisadores de instituições de Nova York. Eles analisaram 12.290 sequências do coronavírus obtidas em amostras de esgoto entre janeiro de 2023 e abril de 2025, em 194 locais do estado.

Os cientistas focaram não apenas na quantidade de vírus, mas também na diversidade genética, utilizando diferentes métricas de variabilidade molecular. Segundo os autores, a diversidade genética reflete melhor a dinâmica de transmissão do vírus, pois a concentração viral pode ser afetada por fatores individuais e ambientais.

Hill destacou que três medidas de diversidade genética mostraram uma associação mais forte com novos casos.

Quando a diversidade cresce, mais pessoas adoecem; quando ela cai, as taxas de infecção diminuem — afirmou.

As análises indicaram que o aumento da diversidade genética no esgoto precedeu o crescimento de internações por Covid, sugerindo que essa abordagem pode servir como um sistema de alerta precoce para a transmissão da doença.

Apesar do potencial, os pesquisadores apontam que a técnica enfrenta desafios, como o tempo necessário para processar e sequenciar as amostras, que pode levar até duas semanas, além da necessidade de equipamentos mais sofisticados.

Os autores acreditam que essa metodologia pode ser aplicada a outros patógenos no futuro.

A diversidade genética pode ajudar a detectar quais vírus estão circulando e inferir como a transmissão está ocorrendo — concluiu Larsen.

Hill expressou a esperança de que o estudo incentive mais investimentos em tecnologias de sequenciamento, ressaltando que a diversidade genética pode ser crucial para a prevenção de doenças.

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