A seleção de futebol do Irã está enfrentando sérias dificuldades para participar da Copa do Mundo, realizada nos Estados Unidos. Entre os principais problemas estão questões relacionadas aos vistos da delegação, a revogação de ingressos para torcedores e uma logística complexa antes e depois de cada jogo.
Essas dificuldades estão ligadas à politização da presença iraniana no torneio, em meio às tensões entre os EUA e o Irã. Embora um acordo de paz tenha sido assinado entre os dois países no início da semana, as tensões ainda persistem.
Após a estreia da seleção, que terminou em empate por 2 a 2 contra a Nova Zelândia em Los Angeles, a delegação precisou deixar os EUA na madrugada seguinte, conforme determinação do governo Trump. No entanto, a equipe enfrentou problemas com os vistos de alguns membros, o que complicou ainda mais a situação.
O técnico Amir Ghalenoei expressou sua insatisfação diretamente ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, durante uma visita ao vestiário após o jogo. Ghalenoei afirmou que a equipe está sofrendo uma "injustiça" e uma "falta de humanidade" por parte do país anfitrião, destacando que a seleção foi a mais afetada na Copa.
Os jogadores iranianos receberam os vistos apenas uma semana antes do início do torneio e foram obrigados a deixar os EUA imediatamente após cada partida. Inicialmente, a seleção ficaria em Tucson, Arizona, mas teve que mudar sua base para Tijuana, no México.
Além dos problemas com vistos, a Federação de Futebol do Irã (FFIRI) denunciou que sua cota de ingressos para a competição foi retirada pelos EUA apenas dois dias antes do início da Copa, em 9 de junho. Isso impossibilitou muitos torcedores que já haviam planejado suas viagens de assistir aos jogos.
A FFIRI afirmou que a decisão prejudicou os torcedores, que confiaram no processo oficial para comparecer aos jogos. Com isso, a presença de torcedores iranianos se limitou àqueles que já estavam nos EUA, onde reside a maior comunidade iraniana fora do Irã, com cerca de 630 mil pessoas.
A estreia da seleção também foi marcada por polêmicas, como a confecção de bandeiras confiscadas dentro do estádio e protestos contra o regime iraniano do lado de fora. O hino do Irã foi vaiado por parte do público, e o capitão Mehdi Taremi protestou em coletiva de imprensa por não ter recebido perguntas sobre futebol, mas sobre geopolítica.