O desembarque dos ocupantes do cruzeiro MV Hondius teve início nas Ilhas Canárias, com o primeiro grupo sendo retirado do navio em uma lancha. Todos estavam equipados com máscaras e roupas de proteção sanitária.
O navio, que chegou de madrugada ao porto de Granadilla, em Tenerife, estava em quarentena em Cabo Verde e transporta 147 pessoas, incluindo passageiros, tripulantes e equipes médicas da Organização Mundial da Saúde e do Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças.
Após a chegada, uma equipe médica do serviço Saúde Exterior do governo espanhol embarcou no navio para garantir a assistência sanitária necessária. O primeiro grupo a deixar a embarcação foi avaliado e, em seguida, transportado para o aeroporto local.
Mais de 100 pessoas devem ser repatriadas a partir de Tenerife, com os primeiros a serem cidadãos espanhóis, que serão levados a um hospital militar em Madri. O último voo de repatriação está agendado para segunda-feira, com destino à Austrália.
Cerca de 30 tripulantes permanecerão a bordo do MV Hondius, que deve seguir viagem para os Países Baixos. O desembarque e a repatriação estão sendo realizados em áreas isoladas, sem contato com a população local.
A operação é coordenada por autoridades espanholas, holandesas e organizações de saúde. A Organização Mundial da Saúde confirmou seis casos de hantavírus entre os ocupantes do navio, com três mortes registradas, mas atualmente não há sintomas entre os que permanecem a bordo.
O hantavírus é transmitido por roedores infectados, e a variante identificada no cruzeiro é rara, podendo ser transmitida entre pessoas. A OMS considera o risco atual para a saúde pública como baixo.