A situação envolvendo o deputado federal Luciano Alves (PSD-PR) e uma acompanhante de luxo, ocorrida na noite de quarta-feira, no Lago Sul, em Brasília, trouxe novos desdobramentos. A mulher relatou que o parlamentar tentou usar seu cargo para intimidá-la durante uma discussão sobre o valor do programa.
Segundo a acompanhante, o desentendimento teve início após entrarem no carro dela para conversar. Ela explicou que informou ao deputado quanto cobrava pelo atendimento e que ele concordou em prosseguir com a negociação. No entanto, a situação se alterou rapidamente.
A mulher afirmou que, após mencionar um valor adicional, o deputado, aparentemente embriagado, começou a ofendê-la. Ela relatou que ele se recusou a sair do veículo quando solicitado e começou a usar seu cargo como forma de pressão, perguntando se ela sabia quem ele era.
A acompanhante decidiu pedir ajuda aos seguranças do local, temendo por sua segurança, já que o deputado estava agressivo e xingando. Ela também se dirigiu à mesa onde estavam a mãe e a assessora do deputado para relatar a situação, mas a confusão aumentou.
Ela afirmou que a assessora inicialmente a acompanhou, mas depois começou a ofendê-la. O deputado, segundo o relato, sugeriu que, se ele não poderia agredi-la, a assessora poderia fazê-lo 'de mulher para mulher'. Durante o tumulto, o parlamentar teria jogado bebida na direção da acompanhante.
A ocorrência foi registrada na delegacia do Lago Sul e a investigação está em andamento. No sábado, Luciano Alves publicou um vídeo nas redes sociais negando as acusações e alegando que acreditava estar sendo vítima de extorsão ao ouvir o valor cobrado.
Fonte: Metropoles