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Deputada eleita desativa conta em rede social após ameaças

A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva desativou sua conta no X após receber ameaças de morte e violência sexual durante a campanha. Ela já denunciou os ataques à Polícia Civil de Minas Gerais.
Foto: Deputada eleita desativa conta no X após sofrer ameaças de morte

A deputada federal eleita por Minas Gerais, Ana Elisa Santos Silva, de 21 anos, tomou a decisão de desativar sua conta na rede social X após ser alvo de ameaças de morte e violência sexual durante sua campanha. Ana Elisa já havia denunciado à Polícia Civil de Minas Gerais as mensagens recebidas, que incluíam ataques machistas, racistas e ameaças de estupro.

Recentemente, a deputada esteve em Brasília para apoiar a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno e, desde então, seus perfis nas redes sociais passaram a sofrer ataques coordenados. Ela expressou sua indignação, afirmando:

Eu acredito que ninguém mereça sofrer ameaças de morte por estar politicamente engajado e tentando defender o que acha melhor para o país.

Ana Elisa relatou que sua equipe decidiu desativar sua conta no Twitter devido à frequência alarmante das ameaças, que chegavam a cada dois minutos. A deputada se declarou “totalmente vulnerável”, uma vez que ainda não conta com escolta de segurança. Em suas redes sociais, ela também compartilhou prints de um e-mail recebido em 5 de setembro, onde o autor se identificava como membro do grupo supremacista branco Ku Klux Klan, expressando intolerância a mulheres negras em posições de poder.

Com 524.219 votos, Ana Elisa se destacou como a segunda mais votada em Minas Gerais, tornando-se a mulher mais votada na história do estado para a Câmara dos Deputados e a deputada federal mais jovem do Brasil. Natural de Divinópolis, ela é estudante de direito e começou sua trajetória política ao frequentar um sindicato com sua mãe. Sua presença nas redes sociais cresceu significativamente, alcançando mais de 3 milhões de seguidores.

A violência política contra mulheres candidatas tem sido uma preocupação crescente. Em setembro, organizações da sociedade civil entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral um documento com denúncias de violência física e verbal, além de ameaças de morte e estupro. Dados do TSE indicam um aumento de 11 vezes na violência política de gênero entre 2022 e 2026.

Para mulheres em situação de violência política, existem diversos canais institucionais para denúncia, como a Central de Atendimento à Mulher, que oferece atendimento gratuito e sigiloso, além de outras ouvidorias e órgãos de assistência jurídica.

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