Após a declaração de cessar-fogo do presidente Donald Trump, membros do Partido Democrata manifestam que a trégua de duas semanas é insuficiente e continuam a criticar a postura do presidente, que anteriormente sugeriu a destruição de uma nação em questão de horas. Eles pedem o fim do recesso parlamentar para que o Congresso possa votar pelo término definitivo da guerra.
Enquanto isso, a maioria dos republicanos, que se manteve em silêncio após as ameaças de Trump, considera a trégua uma "boa notícia" e aplaudem o que chamam de um feito sem precedentes do presidente. No entanto, eles ignoram as 13 mortes de militares americanos, os dois caças abatidos pelo Irã e os 175 mortos em um ataque a uma escola para meninas, que uma investigação preliminar sugere que os EUA podem ter causado.
A proposta de interromper a guerra no Irã foi discutida no início dos ataques, mas não obteve apoio suficiente no Congresso. Agora, Chuck Schumer, líder democrata no Senado, retoma a discussão e afirma que esta é a quarta tentativa de aprovar a resolução, pedindo que os republicanos se unam a eles. Schumer expressou que, após as ameaças do presidente, é crucial que os republicanos votem pelo fim da guerra.
Hakeem Jeffries, líder democrata na Câmara, também considera o cessar-fogo insuficiente e solicita que o Congresso encerre o recesso para votar pelo fim da guerra, que só retornará a funcionar no dia 13. Alexandria Ocasio-Cortez, outra parlamentar democrata, compartilha a mesma visão, afirmando que a decisão de cessar-fogo "não muda nada" e criticando Trump por usar ameaças como ferramenta de persuasão.
O senador Raphael Warnock declarou que os EUA nunca deveriam ter entrado na guerra, ressaltando que Trump levou o país a uma situação de desastre global ao optar pela guerra em vez da diplomacia, resultando em perdas de vidas americanas e civis inocentes.
Críticas também surgiram de antigos aliados de Trump, como a ex-deputada Marjorie Taylor Greene e a influenciadora Candace Owens, que classificaram as ameaças do presidente como maldosas. Owens, antes do cessar-fogo, pediu a invocação da 25ª emenda, descrevendo Trump como um "genocida lunático".
Embora muitos aliados de Trump tenham se mantido em silêncio, alguns republicanos elogiaram o recuo do presidente e reafirmaram seu apoio à guerra. O senador Rick Scott, por exemplo, considerou o cessar-fogo uma "ótima notícia" e defendeu a necessidade de responsabilizar o Irã, enquanto a deputada Anna Paulina Luna reiterou que o Irã representa uma ameaça existencial aos EUA.