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Cúpula do Mercosul discute apoio à Venezuela e parcerias comerciais

Nesta terça-feira (30), o Paraguai recebe a 68ª Cúpula do Mercosul, com líderes da América do Sul, incluindo Lula. O encontro foca no apoio à Venezuela e na ampliação de acordos comerciais.
Foto: Metropoles

O Paraguai sedia, nesta terça-feira (30), a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros líderes sul-americanos. O evento tem como principais objetivos discutir ações de integração regional, desenvolvimento e a ampliação de parcerias comerciais.

A cúpula ocorre em um momento delicado para a Venezuela, que enfrenta uma grave crise humanitária após terremotos que, segundo autoridades locais, resultaram em pelo menos 1.450 mortes e mais de 3.200 feridos. Espera-se que os líderes do Mercosul se mobilizem para oferecer apoio ao país vizinho.

O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, que se juntou ao bloco em 2024. Juntas, essas nações representam 73% do território da América do Sul e 70,2% do PIB da região, que totaliza cerca de US$ 2,97 trilhões. Além dos membros, há sete Estados associados que participam das discussões.

Sete Presidentes Confirmaram Presença Na Cúpula

Sete presidentes confirmaram presença na cúpula: Lula (Brasil), Javier Milei (Argentina), Santiago Peña (Paraguai), Yamandú Orsi (Uruguai), Rodrigo Paz (Bolívia), José Antonio Kast (Chile) e Daniel Noboa (Equador). Este encontro também marca a transição da presidência pro tempore do Paraguai para o Uruguai, que assumirá o comando do bloco pelos próximos seis meses.

A Venezuela, que se juntou ao Mercosul em 2012, está suspensa do bloco desde 2016 devido a descumprimentos do protocolo de adesão e à ruptura da ordem democrática. Recentemente, o governo paraguaio tem buscado reaproximar a Venezuela do Mercosul, consultando o Brasil sobre a possibilidade de convidar representantes venezuelanos para as reuniões.

O governo brasileiro considera que discutir a reintegração da Venezuela ao Mercosul é uma medida positiva, que pode ajudar na estabilização da democracia no país. Contudo, é improvável que esse tema seja abordado na cúpula, que deve se concentrar no apoio às vítimas dos terremotos.

Além da crise humanitária, a cúpula também deve ser marcada por discussões sobre a ampliação de parcerias comerciais. Este é o primeiro encontro desde a ratificação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio, após mais de 20 anos de negociações.

Durante a reunião, está previsto o lançamento oficial das negociações de um acordo com o Japão, além de avanços nas tratativas com Panamá e Índia. O bloco também busca aprofundar as discussões com a República Dominicana, Guiana, Suriname e Trinidad e Tobago.

Outros temas a serem abordados incluem a assinatura de um acordo que reconhece a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) como documento válido para entrada nos países do Mercosul e Estados associados, além de um protocolo de reconhecimento mútuo de identificação eletrônica. O Brasil também proporá um pacto de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra a mulher, e anunciará sua contribuição ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), destinado a reduzir desigualdades entre os países.

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