Search

Cuba enfrenta crise econômica e energética severa

Cuba vive uma das piores crises desde 1959, com apagões frequentes e escassez de alimentos. Mercados estatais estão desabastecidos, enquanto preços altos no setor privado dificultam compras.
Foto: Imagem colorida mostra homem nas ruas de Cuba - Metrópoles

Desde o início deste ano, Cuba enfrenta uma crise econômica e energética que muitos consideram a mais severa desde a Revolução de 1959. A população lida com apagões constantes, serviços básicos precários e escassez de alimentos e remédios.

Em Havana, os mercados estatais estão enfrentando desabastecimento, enquanto os produtos disponíveis no setor privado estão fora do alcance de grande parte da população. Após mais de dois meses sem conseguir importar petróleo devido ao bloqueio dos Estados Unidos, Cuba recebeu um carregamento de 100 mil toneladas de petróleo bruto da Rússia, que começou a ser distribuído recentemente.

Apesar de representar um alívio, esse volume cobre apenas cerca de um terço da demanda mensal, conforme indicado por Irenaldo Pérez Cardoso, diretor-adjunto da União Cuba-Petróleo. Na capital, os efeitos da crise são visíveis em várias áreas, com a circulação nas ruas reduzida e serviços públicos operando de forma limitada.

A coleta de lixo, por exemplo, foi afetada, resultando em acúmulo de resíduos em diferentes pontos da cidade. Os apagões continuam a ser uma parte da rotina, com moradores relatando interrupções que chegam a quase 20 horas diárias em áreas importantes, como hospitais e sedes do governo.

A falta de combustível também impacta serviços essenciais, como o abastecimento de água, que depende de eletricidade. Contudo, o problema mais grave para muitos cubanos é de natureza econômica. Os mercados com preços subsidiados pelo Estado enfrentam desabastecimento, enquanto nos estabelecimentos privados, os preços são considerados inacessíveis.

Para muitos, a situação atual é pior do que a vivida durante o Período Especial nos anos 90, quando o país também enfrentou escassez. A diferença, segundo relatos de quem viveu aquele período, é que os mercados estatais tinham mais produtos disponíveis do que hoje, enquanto a oferta nos estabelecimentos privados não é acessível para a maioria da população.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE