Search

Cuba enfrenta apagões severos após esgotamento de combustível

Cuba intensificou os cortes de energia após o governo admitir que as reservas de petróleo se esgotaram, gerando protestos em várias cidades. Em Havana, apagões duram até 22 horas.

Os cortes de energia em Cuba se tornaram mais frequentes nesta semana, após o governo da ilha reconhecer o esgotamento das reservas de petróleo, em meio ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos. Na quinta-feira (14), os apagões afetaram 70% do território cubano, com a capital, Havana, enfrentando interrupções de energia que variam de 20 a 22 horas.

Nos últimos dias, a ilha tem registrado apagões prolongados e um déficit recorde na geração de energia devido à escassez de combustível. Na terça-feira, cortes simultâneos atingiram 65% do país. O ministro da Energia, Vicente de la O Levy, afirmou que todas as reservas de petróleo enviadas pela Rússia se esgotaram, destacando a falta de óleo combustível e diesel, essenciais para as usinas termelétricas.

A geração elétrica em Cuba depende de usinas termelétricas antigas, algumas com mais de 40 anos, que frequentemente apresentam falhas ou precisam de manutenção. A situação levou a protestos em várias áreas de Havana, onde moradores se manifestaram batendo panelas e exigindo o retorno da energia.

O líder cubano, Miguel Díaz-Canel, atribuiu a crise energética ao "bloqueio energético genocida" dos Estados Unidos, que, segundo ele, tem dificultado a importação de combustível. A crise se agravou em janeiro, quando os EUA impuseram um bloqueio petrolífero à ilha, que já enfrentava dificuldades econômicas.

Desde o início de 2024, Cuba sofreu sete apagões em escala nacional. Recentemente, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ofereceu 100 milhões de dólares em ajuda a Cuba, condicionada à distribuição pela Igreja Católica, proposta que o governo cubano se disse disposto a considerar.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE